sábado, 7 de novembro de 2009

Azul

Esse que nasce clarinho pedindo carinho aos meus olhos marejados de sono, sempre me diz para viver. Diz-me que sonho é coisa de vida real e que eu sou a fada do sol nascente que sempre deve voar para o norte, sabendo a hora de parar para dar a mão.

Esse que vai dormir manhoso, sempre me aconselha a ser forte. Ensina-me que toda escuridão dói, mas que é preciso perseverar pra se iluminar de luzes difusas. Estas às vezes vem de algum lugar, sem vir de lugar algum. Então tudo o que você precisa é acreditar.

Esse que me ilumina os olhos, tambem me faz promessas. Jurou-me uma vez que se eu parasse de chorar, me daria um presente: o meu próprio pedacinho do céu. Eu não queria parar o choro, mas ele me pediu confiança. Pediu-me que tivesse paciência e eu acreditei.
Desde então eu espero pelo pedaço que me deixe voar, que susse minha alma e me mantenha sonhando em tom de azulzinho. Eterno e sempre.

*Geente ganhei em 1º lugar, o concurso literário do meu colégio que é avaliado pela Academia Baiana de Letras. Esperem pelo conto. Talvez eu não o post e coloque um link para que voces possam lê-lo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Por mim, minha alma, meu coração

- Desculpa.

- Não. - lhe sorri da melhor forma que uma face triste pode fazer. - Eu sou grata por você ter entrado na minha vida. Esse seu jeitinho torto soube perambular dentro do meu coração, de forma que a cada vez que meus olhos encontravam os teus, eu sentia a existência de uma força que mal cabia em mim. É como se pela primeira vez, eu tomasse certeza de que alem de mim, devia haver uma vida minha.

- Descul.. - quis sussurrar.

- Não. Não lastime uma culpa que não pertence a mim, muito menos a você. São apenas fatos, com os quais eu tenho o dever de superar. É o mínimo que faço por mim, minha alma, meu coração.

sábado, 24 de outubro de 2009

Estações que mudam

"Agora, se você virar as costas,
baby tudo bem.
Pelo menos teremos um momento
antes de dizer adeus."

[Can't Lose What You Never Had - Westlife]


Se te digo assim, é porque tenho medo. Um medo confuso que parte de tudo que é incerto e me parece impossivel. Se te olho assim, é porque tenho vergonha. Uma vergonha que me faz imaginar as reações que eu teria a cada toque seu. Se eu te sorrio assim, é porque tenho mistério. Um mistério que disfaça o que eu, realmente quero para mim. Tal que ignora todos os olhares das faces que não venham da sua.

É como subir em uma plataforma de dez andares, em um clube. Eu entro, e a porta tranca. Não adianta gritar, o vigia não ouviria. E eu tenho duas escolhas: ou me jogo em pé na piscina, ou durmo lá até que o dia amanheça, correndo o risco de me mexer demais e cair de mal jeito.
Talvez, no momento em que eu pular, você resolva me fazer companhia e nós fiquemos contando estrelas enquanto boiamos sobre a água. Talvez, você nem queira ver quem pulou, de forma que eu tenha que nadar até a borda. Sozinha. E está última, é algo que não tenha certeza se terei força para fazer.

Então vamos deixar assim, em um sentimento de todas as estações que mudam. Nada a permanecer, esperando que flua.